sábado, 9 de fevereiro de 2008
o encontro e o amanhã
Durante quinze anos sempre evitei escrever as cartinhas para o papai no colégio e sempre levava minha mãe nessas comemorações, sorria sem graça quando me perguntavam o motivo de não o conhecer e no fundo, no fundo nem eu sabia. Cresci com uma imagem feia dele pra mim, como uma pessoa que nunca preocupou se eu estava bem e quando precisei não me ajudou, não fez questão. o amor que minha mãe me deu e dá me completa bem, mas a vontade de ficar de alma limpa e poder entender os motivos dele me interessam muito mais. Mas ele apareceu, como já dizia Paulo Coelho, isso deve fazer parte da minha Lenda Pessoal e vou encarar da melhor maneira possível. Espero que amanhã tudo fique melhor, que pelo menos os dois lados entendam e possam quem sabe, começar/RECOMEÇAR o que deveria ter acontecido durante esses 15 anos. Nunca é tarde pra abrir o coração e deixar coisas boas entrarem, recuperar tudo que perdemos por medo, imaturidade, orgulho e até mesmo falta de carinho. Da minha parte as coisas vão acontecer da melhor forma possível, hoje percebo que casamentos não são contratos e o que é lindo hoje amanhã pode não fazer mais sentido algum, momentos ruins, anos esperando por um telefone que não tocou não foram em vão, pelo menos pra mim que hoje sei compreender cada pedacinho dessa minha historia que tiveram tantos personagens deixados de fora. E o clima desse meu desabafo foi quebrado com minha mãe falando “Lele, vai com calma” ... Ela pode ter razão, amanhã vejo o que deu essas minhas esperanças.
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