Desde pequena aprendi que era preciso colocar emoção em tudo. Até na hora de comer. Criei uma relação amorosa com a minha alimentação que se destaca cada vez mais. Há alguns dias comecei a analisar a forma com que meu irmão se alimenta e inconscientemente comparei. Ele come por uma necessidade humana, põe aquilo que gosta e deixa descer. Eu vejo o prato como um momento de prazer. E prazer feminino vem regado a sentimentalismos e poemas. Eu gosto do que a comida me oferece além da barriga cheia e consciência pesada: o poder de unir, estreitar e aproximar.
E não é necessário utilizar o clichê de que alfaces são amigas e as chicórias são gostosas pra entender esse pequeno devaneio, o fato é que, uma simples refeição pode vir carregada de coisas e sensações que vão além do paladar.
domingo, 22 de janeiro de 2012
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