terça-feira, 19 de abril de 2011
Há muitos anos eu não sentia a dor de uma despedida tão fria. Naquele momento tudo o que eu queria era me jogar nos seus braços e implorar que você ficasse. Mas no fundo eu sabia que não podia. Por mais que nós dois tivéssemos com vontade, há um desejo superior que insiste para que a gente jogue tudo pro alto e sufoque esse amor. Eu, por medo, covardia e comodismo, aceitei a condição. Eu quero as nossas despedidas breves. Aquelas que a gente tinha quando você vinha passar o final de semana e ia embora, me deixando com os olhos cheios de tristeza e saudade. Uma saudade breve, porque depois de cinco dias eu ia ter você de novo. Nos despedimos e eu não tive coragem de dizer “Tchau”, “Fica bem”, “Até mais”. Eu não quis falar nada. Eu prefiro não falar mais nada.
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