terça-feira, 3 de maio de 2011

Sozinha, somente.

Vomito as palavras com a mesma necessidade que um embriagado tem de colocar o que bebeu pra fora. Pra sentir a leveza de quem anda flutuando por aí. Por mais que possa parecer estranho eu só estou indo em busca de coisas que me façam sair do chão. Quero tocar o céu, o sol. E não me venha com a história de que vai me dar estrelas. Te garanto que elas já são de alguém. Não existem estrelas suficientes para tantos apaixonados que as julgam suas no mundo. As estrelas não são nossas, não são deles. Eu quero voar sem sair do chão e isso só é possível se nós formos juntos porque ir só é como não ir. Eu fico. Fico com os pés no chão e só. Sozinha, somente.

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