quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pra quem sempre recebeu demais, pedir soa estranho. Fica entalado tipo arroz e farinha, precisa de água pra fazer descer. Precisa de álcool, mesmo que de uma forma mais dolorida e amarga, é só uma dose, eu pedi só uma. Até porque a vodca tira nosso orgulho bobo e torna mais fácil, mesmo que por alguns segundos, mostrar o que queremos mesmo. Mas eu tô falando de uma dose. Porque o limite, essa palavra que dá medo e sai da boca dos caretas de plantão deveria existir além da mesa de um bar. Limites no amor, limites nos jogos de amor, limites. Limites. Só de ler dói – mas antes agora do que depois. Pra evitar mais dor, pra não ter que implorar por um final de semana ao seu lado. Afinal, amanhã é segunda e eu posso não estar mais aqui. Mas quem se importa?

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