terça-feira, 10 de julho de 2012

Sobre um novembro

Narrei nossa história em alguns textos, pra poder guardar, com carinho, todas nossas primeiras vezes. Hoje, foi a primeira vez que eu não pude reclamar do seu “vou sumir”. O meu egoísmo se resume a nada quando é relacionado a te ver bem. Se é pra ir, vai! Só não peça pra que eu fique bem. Não agora. Porque eu vejo sentido em tudo, até nesse breve sofrimento que me faz pensar quem eu sou. O tal que tira você do meu centro de atenções, da minha necessidade de te entender e me coloca como personagem principal de novo. Porque passarei. Mas terão as que passarão mais tarde. Por isso, jogaremos essas migalhas ao vento e elas cairão em algum lugar seco, que é lá onde nascem outras flores, onde pode brotar alguma coisa por cima de tantas outras. É lá que fico, intacta, na espera, sem saber se é sonho ou um quase estar acordada. Eu não vou citar o que me irrita, quero manter intocável o seu sorriso-que-me-fazia-sorrir e que eu consegui tirar de você. Esse texto não vai ter fim, até porque de fim, já basta o nosso (...) Segunda-feira, 7 de novembro de 2011 – 01:33

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