sexta-feira, 24 de outubro de 2008

fim

A verdade é que eu sei de cor todas as suas 32 mensagens... E todos os dias tento lembrar de como era bom o começo de tudo. De como era bom ter você comigo, em cada momento, em cada plano, pensamento ou ação. De como era bom poder acordar sabendo que o dia ia ser cheio de você. E é incrível como a saudade realmente sufoca. Sinto saudade até quando sinto cheiro de açaí e de vez em quando sinto seu cheiro até no meu travesseiro. Lembro de cada olhar... O de sinceridade, o de sarcasmo, o de sono, o de graça, o de angústia, o de raiva, o de tédio e até o de "como é bom te ver". Lembro das brincadeiras, das risadas, do quanto eu ficava feliz com a sua piada mais boba, previsível e repetida. Das visitas em dia de sol e até em dia de chuva. Você havia virado a tal "pessoa que a gente procura e quando menos espera, acha". Em meio a tanta confusão, mentiras, você virou minha verdade. Não só meu apoio, virou meu amigo. Amigo de sorvete, de chocolate, de músicas e telefonemas sem fim. Amigo de beijar na boca, de fazer carinho, de fazer planos, de passar o fim-de-semana. E de amigo, virou amor... Amor misturado com desejo, pele, cheiro, inteligência, conversas, filmes, troca de olhares. Mas nesse vira-vira, uma hora você virou. De repente, não tinham mais mensagens, não tinha mais procura e acabou sumindo a vontade, o gostar de tudo isso... E entre sumiços e aparecimentos, não dá pra se competir. Talvez toda essa história seja complicada demais pra você querer entender. E seja mais fácil acreditar que não vai dar certo. Talvez o erro começou por mim e passou pra você e voltou pra mim e passou pra você... E acabe em alguém. Por mais que seja mais fácil não acabar com tudo isso, acabou. E não minto: sinto raiva do quanto as coisas parecem simples pra você... Ou vai ver, sempre foram. Não digo que preciso de você pra viver, porque não é assim também. Mas digo que com você, durante um tempo, FORAM melhores.

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