segunda-feira, 23 de maio de 2011
Presente.
Hoje quando cheguei em casa me deparei com uma surpresa. Uma pessoa querida havia vindo nos visitar, junto com ela um presente para mim da viagem que havia feito. Fiquei pensando como iria acertar, pois apesar de todo carinho que sentimos nunca convivemos mais do que um final de semana aqui, outro almoço ali... Pra minha surpresa me deparei com um livro. Simples. Lindo. Cor de rosa. Nunca ninguém tinha acertado dessa forma. Já foram tantos colares, perfumes e coisas-de-valor-sem-valor... Como amar o perfume que EU vou usar? Eu amo o perfume do outro, que me faz sentir borboletas no estômago. Amo o perfume das flores quando a gente ousa caminhar no campo. Então quando deitei e fui ler algumas páginas tive que levantar e registrar todo meu sentimento. Nunca conseguiria dormir depois de ler tantas frases mágicas. Li os 512 tópicos e logo hoje, meu Deus, que me convenceram que estou toda errada, precisando buscar outros caminhos começo a perceber que não. Eu escolhi ir pra onde estou indo. Não quero viver como quem passa pela vida. Toda essa minha inquietude, vontade de reunir os amigos, de falar até não poder mais, conhecer lugares, amar, fazer loucuras... E aí chegam com essa mania de perfeição. Eu não quero ser perfeita. Quero ser inteira. Intensa! Não acredito que exista uma receita pra felicidade, ela acontece ou não. Insistir em algo que já desabou não faz sentido, qual a dificuldade das pessoas em entender isso? É muito egoísmo não deixar que a pessoa se vá. O que eu quero é viver de uma forma simples, sem fingir felicidade e ultrapassar os limites que eu implanto na minha vida. Quero viver. E para isso eu preciso de pessoas vivas por perto.
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