quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sobre as férias.

Escrever muitas vezes é resultado de algum amor que deixou marcas ou foi capaz de confundir a cabeça, antes sã e intacta. Mas quem possui as ideias organizadas a partir do momento que tem o conhecimento de que está no mundo? Quem nunca pensou se realmente vale a pena abrir os olhos mais uma vez e encarar, no mínimo, com cabeça erguida? É por isso que a terapia deixa de ser coisa pra maluco e faz parte da vida de muitas pessoas que querem entender toda essa bagunça. Se sentir grande e importante por ter que prestar vestibular, mentir pra conseguir encontrar o primeiro namorado depois da aula, ser expulsa do colégio de freiras por não concordar com os métodos religiosos e repetitivos antes de cada aula que começava, gritar que é hora de sair de casa e ir em busca do que o instinto vivo obriga confunde até o cérebro mais organizado que conheci. Foi assim que vi meninas se perderem nesse caminho cheio de estradas e direções. Vi os mais bonitinhos da sala se entregarem aos prazeres momentâneos, as desapegadas do amor casarem e os professores frustrados a fugirem pra qualquer cidade onde pudessem respirar e cuidar de plantas. E nessa teoria de querer escrever a própria história, eu preciso registrar que esse é uma das fases mais interessantes até o momento. Sem querer desmerecer as outras, é claro. Nesse último mês, só eu sei o quanto chegar em casa e não pensar em nada pode fazer bem. Trocar a rua movimentada por um livro ou um jantar. Esse momento é meu, sabe? Como se depois de tantas tentativas frustradas de arrancar sorrisos de um idiota qualquer, eu finalmente tenha reparado o quanto a minha risada é bonita. O quanto a minha risada traz coisas boas pra mim. E a partir disso eu só tenho recebido coisas boas em troca. Hoje foi assim, mas nada impede que amanhã também seja dia de acordar com algumas músicas, banho frio e chá de camomila. Porque, pelo menos agora, é isso que faz sentido.

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