segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Yoga

Não é de hoje que me interesso por assuntos que envolvam o auto conhecimento, meditação, coisas e sensações que não vemos mas podemos sentir... O tempo passou e a terapia deixou de ser uma prioridade maior. Até que me apresentaram a hipnose no consultório e essa nova experiência está sendo magnífica. (Isso é assunto pra outro dia). Hoje quero falar do Yoga. Descobri o Yoga e tem dois meses e essa experiência individual está trazendo uma nova maneira de viver as coisas.

É dito que é uma experiência que nasce de nossa conexão com o que há de mais íntimo, mais interno. Sendo assim, é um caminho solitário. É solitário como a morte, após um certo ponto ninguém poderá cruzar conosco. Talvez por essa razão o yoga tenha sido, por muito tempo, erroneamente visto como um processo que exige isolamento do mundo. Porém, isolar-se do mundo é muito fácil. Isolar-se do mundo é uma ação externa, e ações externas nunca serão alicerces a quem busca yoga. O isolamento de que trata o yoga é muito mais essencial do que isso, é isolar-se da crença de que há um porto seguro a ser encontrado lá fora. Ao longo de nossa vida os “portos seguros” normalmente vão apenas mudando de lugar, difícil mesmo é matá-los. Mas, reconhecendo nossa fragilidade e ignorância básica, devemos considerar que trocar “portos” externos por “portos” mais internos já é um ótimo sinal de crescimento. Isso ocorre não apenas em níveis mais abstratos ao longo da vida, mas em aspectos bastante tangíveis também. Quando nascemos precisamos de alguém “lá fora” para nos dar alimento, para trocar nossas fraldas, para nos proteger do frio e do calor, ou seja, somos dependentes do outro. Sem o outro, morremos. Essa direção tem algo de sagrado, algo de profundo, libertador e...solitário.

Precisamos encontrar nossas próprias armadilhas e ninguém mais poderá localizá-las por nós. Mantendo esse olhar, ao continuarmos nossos caminhos, não perderemos a nós mesmos e descobriremos as nossas verdades. Algumas verdades podem até vir na forma de ensinamentos externos (que vem de outra pessoa ou de alguma situação), mas ela só nos transforma após o nosso próprio processo de digestão e assimilação. O “porto seguro” não está lá fora, ele é justamente aquilo que há de mais íntimo, mais interno.




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