domingo, 31 de julho de 2011
sobre o sentir
Eu não havia pensado na possibilidade de um dia sentir saudade do que se foi. Acho covarde mexer no que é tão intocável quanto os cartões e flores que guardei dentro de uma caixinha pra ter certeza que eles não sairão dali. O nosso amor ficou pelo caminho, naquela estrada que cruza as nossas vidas e quase tirou a sua, a minha. Mas domingo hoje em dia serve pra isso, pensar. E eu acabei pensado nas tardes coloridas regadas a sorvete e risadas que a gente tinha, nos almoços de família e nas meninas. Ah como eu amo aquelas meninas. Pela primeira vez brinquei me imaginando ser mãe, elas despertaram isso em mim e hoje eu sou tão fria, nada mãe. Fria porque a vida só exige que seja assim, dar amor é muito perigoso, já que o sentimento do outro, é tão desconhecido quanto ele. E eu juro não entender porque vivo buscando coisas que fazem sentido, mesmo levando uma vida totalmente sem. Cem pessoas, sem sentido!
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