Cresci com a mania de narrar tudo que acontecia na minha vida. Sempre me pego inventando sentimentos e histórias pra colorir meus dias nublados. E inventar pode ser tão legal às vezes que eu não me culpo por isso, apenas por não conseguir fazer renascer os sentimentos avassaladores que eu tinha há três anos. Cada acontecimento chegava regado de euforia e planos, tantos planos. Por isso que a maturidade nem sempre cai bem. É tão bom sentir de forma inconsequente. É tão bom simplesmente sentir, que não entendo o motivo de tudo isso ter saído de dentro de mim. Não foi escolha racional minha. Aconteceu. Então eu tento correr atrás de casos bonitos e capazes de me fazer sentir viva novamente. Em vão. O tal vão que separa o meu sorriso do seu corpo frio e intacto. Por isso a necessidade de manter intocável o meu coração e todas as palavras que teimam em sair de mim quando olho pra você. Não existem garantias de que você vai entender meu vocabulário confuso e não sei a sua reação ao descobrir que dentro de mim pulsa um coração, mesmo que cheio de marcas, louco para amar. Nos meus gestos mais inocentes, quando arrumo seu cabelo ou beijo sua mão, existe uma pitada de amor e paixão pra nos manter juntos. Afinal, sem isso seria impossível saber lidar com tantas complicações interiores e acontecimentos exteriores. Mesmo que seja admiração, respeito, amizade misturada com amor, é preciso existir alguma coisa. E eu já começo a discordar de mim mesma quando digo que não sinto nada. Sinto sim, só não sei exatamente o que.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
sobre o sentir (2)
Cresci com a mania de narrar tudo que acontecia na minha vida. Sempre me pego inventando sentimentos e histórias pra colorir meus dias nublados. E inventar pode ser tão legal às vezes que eu não me culpo por isso, apenas por não conseguir fazer renascer os sentimentos avassaladores que eu tinha há três anos. Cada acontecimento chegava regado de euforia e planos, tantos planos. Por isso que a maturidade nem sempre cai bem. É tão bom sentir de forma inconsequente. É tão bom simplesmente sentir, que não entendo o motivo de tudo isso ter saído de dentro de mim. Não foi escolha racional minha. Aconteceu. Então eu tento correr atrás de casos bonitos e capazes de me fazer sentir viva novamente. Em vão. O tal vão que separa o meu sorriso do seu corpo frio e intacto. Por isso a necessidade de manter intocável o meu coração e todas as palavras que teimam em sair de mim quando olho pra você. Não existem garantias de que você vai entender meu vocabulário confuso e não sei a sua reação ao descobrir que dentro de mim pulsa um coração, mesmo que cheio de marcas, louco para amar. Nos meus gestos mais inocentes, quando arrumo seu cabelo ou beijo sua mão, existe uma pitada de amor e paixão pra nos manter juntos. Afinal, sem isso seria impossível saber lidar com tantas complicações interiores e acontecimentos exteriores. Mesmo que seja admiração, respeito, amizade misturada com amor, é preciso existir alguma coisa. E eu já começo a discordar de mim mesma quando digo que não sinto nada. Sinto sim, só não sei exatamente o que.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário