Engraçado como as coisas acontecem para que eu possa quebrar todas as minhas regras e destruir todas previsões. É difícil assumir isso, mas: eu já desejei a morte do meu ex namorado. E depois de alguns minutos de euforia o que eu queria era apenas que ele tropeçasse e quebrasse alguns dentes da frente ou que fosse pro espaço só com a televisão passando o jogo de quarta-feira e seu querido vídeo game. Mas aí eu penso como ele seria feliz isolado com as duas coisas que mais ama na vida e volto a desejar que vá pro sol, morra queimado.
E vem a vida me mostrar que desejar a morte de alguém que lhe quer bem me torna uma menina muito malvada. Era um número confidencial, eu atendi. O cara que me mostrou como é namorar, que me mostrou que amar não é feio e não está fora de moda, o cara que respeitou minhas transições mensais e compartilhou comigo mais de 50 TPM’s conseguiu sair vivo de tudo isso e ainda pegou o telefone pra me ligar. Ligou pra saber de mim, da faculdade, dos meus possíveis amores e perguntou pela minha família. Eu queria contar tudo que aconteceu nesse tempo, falar das coisas complicadas que eu estou passando sozinha e me deu vontade de chorar e falar como eu estou me sentindo mal. Fiz o que não faço nunca, fiquei calada, mandei um abraço e desliguei. Tudo ficou mudo.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
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