Sinto estar viajando sempre. Quando acho que fixei minhas coisas em uma cidade, chega um final de semana e eu preciso fazer as malas novamente. Ir para o meu segundo lar, que é o primeiro também. Pego algumas coisas, guardo os probleminhas que construí no meu quarto e vou pra lá cuidar de outros. Que não são diretamente meus, mas faz cair algumas lágrimas da mesma forma.
Aí, passo alguns dias conversando com a mulher que me inspira e pego um pouco dos seus medos, seus traumas. Ela se abre porque me acha uma menina forte. Capaz de resolver tudo com um sorriso ou um simples passe de mágica. Finjo ser assim. Ninguém vive só de coisas reais, a ilusão de que algo bom vai acontecer a qualquer momento permite levar de forma mais leve. Assim seguimos.
Volto com a bagagem cheia de histórias e promessas de que, daqui alguns dias tudo vai ficar melhor. Oscila. Os planos às vezes saem da linha reta e prega algumas peças. Peças que fazem parte do quebra cabeça maluco que é viver. E eu não tenho medo disso. Covardia me acompanhava nos jogos de handebol, por puro medo de perder. A existência não dá a opção de ir para o banco de reserva, tomar uma água e aplaudir os que estão jogando.
Eu não estou preparada pra perder por W.O. Por isso vivo.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
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