quarta-feira, 13 de junho de 2012
12 de junho
Foi a primeira vez que não andei por aí procurando o presente perfeito para o dia dos namorados. Poderia comprar seu tênis dos sonhos ou o CD daquela banda que você ouve o dia inteiro. Aquela banda que é tão sua cara que se tornou minha.
Ou poderia arriscar comprando aquela camiseta, ou dividir a loja em 24 vezes só pra ter a certeza de que não erraria, de que seu sorriso não seria falso. Eu largo o meu tênis com detalhes roxos pra te ver sorrir. Eu faço tudo pra você sorrir. Queria que soubesse disso.
Poderia arriscar o nosso primeiro bar, aquele onde nos conhecemos e você me pediu uma pinga. Com certeza lá seria uma ótima recordação para esse dia. Eu nunca ia adivinhar que o menino que deixou três reais em cima da mesa levaria muito mais de mim. Não tenho culpa se você fica lindo naquele casaco cinza ou fica mais lindo ainda quando tira ele e dorme abraçado comigo. Não há nada material que pague o preço de acordar ao seu lado, sempre tão sonolento e devagar. Lentidão essa, que me faz falta todos os dias. Ando vivendo como se cada dia fosse o último, como se fosse o último sem você.
Eu me perderia se fosse buscar algo capaz de mostrar tudo que eu sinto. Queria poder dizer: Vem logo, sou sua. 19 anos de pura adolescência maluca querendo conhecer as cachoeiras, passar noites em claro e se tornar inesquecível por alguém. Se tiver algum defeitinho muito difícil de aceitar você troca e pronto. Arruma alguém melhor...
Talvez seja por isso que nos conhecemos, você estava na dúvida do que era mais divertido, viver preso ou conhecer a vida lá fora. Por puro amor ou cuidado, deixei-o voar. Sumiu de mim. Eu saí de mim pra que seu jeito desastrado pudesse entrar.
Meio idiota, saca? Como naquele dia em que você adormeceu no meu ombro e víamos que por mais que meu braço doesse e ficasse dormente, eu não queria mexer só para não te acordar. Talvez amar alguém seja isso: sentir tudo dormir e mesmo assim abrir um sorriso.
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