domingo, 17 de junho de 2012
Adeus chorumelas.
E eu escolho seguir assim. Forçando um sofrimento que não existe. Lembrando de você assim como eu não esqueço de respirar. Pra manter uma dorzinha e ter algum motivo pra reclamar da vida. Tá tudo bem. Sei que andei falando coisas sem pensar. Declarando amor pra quem leva as coisas como um iceberg: gelado e ilhado. Me esforcei pra deixar o tempo apagar tudo, ficar de boca calada, pensar e não fazer merda. Quase deu certo. Mas aí eu conheci alguns caras incríveis, dei risadas até não aguentar mais e me culpei por sempre esquecer tudo muito rápido. Você sabe, sou um pouco descontrolada. Olha, sei que andei fazendo tudo errado nos últimos meses. Pra me defender, não era bem eu. Eu preciso te pedir desculpas por querer tocar no assunto "nós" por pura banalidade. Eu não sofro como você pensa. Eu vou muito bem, de verdade. Hoje tirei o dia pra ler os textos que escrevi depois que tudo acabou e senti vergonha. Não é certo falar do meu sentimento arrependido e da vontade de te ter de novo. Eu dividi o travesseiro que era seu com outra pessoa, eu tomei vinho e contei meus planos. E não me sentir culpada por isso é a maior prova de que o passado tem que ficar onde ele está. Mesmo que eu pare de escrever por algum tempo, escolhi não fingir mais nada. Porque pior do que fingir amor, é inventar a dor.
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