quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quase morta.

Hoje você não me pediu pra ficar e eu vou pular da janela. Eu sei que você não faria isso por mim. Mas e daí? Nunca cuidei de você esperando que fizesse o mesmo. Mas te amei em silêncio esperando que um dia gritasse que eu era importante. Eu vou tomar meu remédios e procurar qualquer médico urgentemente. Um cardiologista ou um psiquiatra, você quem sabe. Eu não quero só sair como vítima da história para que você se sinta melhor, muito menos para que o mundo não ache você tão egoísta e frio. Vamos tomar uma taça de vinho antes de tudo. Respira, amor! É só uma taça de vinho. Ah, é mesmo... Você não gosta de vinho. Eu desço correndo e compro o melhor whisky pra nós. Bebe e me explica melhor como foi que saímos do inicio, da paixão enlouquecida. Não foi porque eu quis. Talvez porque todo relacionamento sai dessa fase e evolui. Evoluímos para o inevitável. Um para cado lado... Mas fique tranquilo. Não vou pular da janela porque sei que sem você não tenho asas para voar. 2 de junho de 2012. A tentativa de escrever a minha morte.

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